Tecnologias exponenciais: a tendência que está revolucionando o mundo!

Há pouco mais de 20 anos, as empresas tinham por metas criar um produto ou serviço que as pessoas necessitavam e encontrar uma maneira de produzi-lo em maior qualidade.
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Há pouco mais de 20 anos, as empresas tinham por metas criar um produto ou serviço que as pessoas necessitavam e encontrar uma maneira de produzi-lo em maior qualidade e um custo mais baixo do que os concorrentes, dando origem ao conceito de Tecnologias exponenciais.

Os desafios de produção cada vez mais complexos e a necessidade de inovar sempre mostram que os negócios precisam ter soluções para atender ao impacto que essas mudanças causam no dia a dia. 

Nesse cenário, as tecnologias exponenciais correspondem a uma nova forma de criação de modelos de negócio inovadores, cujo o processo de geração de valor é dado por uma curva exponencial.

Isso é proporcionado pelo desenvolvimento que foi desencadeado pela criação de novas tecnologias e um mundo cada vez mais conectado, uma realidade disruptiva que culminou na chegada da era digital.

O que são tecnologias exponenciais?

Era uma vez, a maior rede de locadoras de vídeo do mundo, com mais de 8 mil unidades espalhadas em 26 países no seu auge, a Blockbuster foi um grande império do vídeo, uma referência de empresa capaz de se expandir globalmente. Sua operação ocorria em nações com culturas e públicos diversos.

Fundada em 1997, a Netflix começou como uma locadora de vídeo pela internet, mas mudou seu modelo de negócios para o streaming em 2007. Desde então, só cresceu em número de assinantes, receita e valorização de mercado.

Nesse cenário, a Netflix é um caso clássico de organização exponencial, que possui um modelo de negócios inovador e escalável e menor demanda por ativos físicos., seguindo uma curva exponencial. Por outro lado, a Blockbuster cresceu em um modelo linear relativamente lento, que demanda investimentos em lojas físicas e equipamentos.

Por conta disso, em 2013, a companhia fundada em 1985 decretou falência. No mesmo ano, a Netflix encerrou dezembro com o recorde de 44 milhões de assinantes, apenas 6 anos depois de iniciar suas atividades com o streaming de vídeo.

A Lei de Moore

O que define as tecnologias exponenciais é a capacidade de escalar um negócio em uma curva exponencial, seguindo a chamada Lei de Moore.

Concebida pelo cofundador da Intel, Gordon Moore, essa lei foi uma constatação de que: a cada 18 meses, a capacidade de processamento dos computadores dobra, enquanto os custos para a sua produção e comercialização permanecem os mesmos.

O grande diferencial dessa teoria foi apontar que a curva de evolução da tecnologia não é linear, mas exponencial.

Os 6 Ds exponenciais da tecnologia

Peter Diamandis, fundador e presidente executivo da Singularity University –  universidade que fica dentro de uma base de pesquisa da Nasa, no Vale do Silício, o mais conhecido centro mundial de inovação – criou um modelo chamado de “6Ds das tecnologias exponenciais”.

Essa técnica permite um maior entendimento dos 6 passos que são percorridos ao se avançar em um novo mercado. Confira-os a seguir:

1. Digitalização

O primeiro passo para uma tecnologia se tornar exponencial é a digitalização de um processo antigo, como o que aconteceu com os filmes que antes eram vendidos por locadoras.

Quando uma atividade deixa o meio físico e começa a ser reproduzida no digital, ela se torna mais barata e simples de ser escalável.

2. Decepção

Nessa fase, a tecnologia está avançando, mas ainda não está sendo amplamente utilizada. Ao ser introduzida leva algum tempo para que atinja velocidade. Há muito expectativa nesse período inicial “enganoso” e as pessoas tendem a descartá-la, pois sua curva de crescimento exponencial ainda não é visível.

3. Disrupção

A disrupção refere-se a quando a nova tecnologia abala um mercado já consolidado, que pode deixar de existir rapidamente com a novidade. Este processo de substituição de produtos antigos por novos também é conhecido por “destruição criativa”.

A fotografia digital praticamente matou empresas tradicionais como a Kodak, e a Inteligência Artificial deve fazer o mesmo nos próximos anos com muitos modelos de negócio estabelecidos. 

4. Desmonetização

A desmonetização é uma das consequências da disrupção. Ela descreve o fenômeno de redução do preço de uma atividade.

No passado, fotografar algo era caro e exigia gastos com o filme e a revelação, o que fazia com que uma grande quantidade de fotos fosse praticamente um investimento familiar

Hoje, centenas de fotografias são feitas por qualquer um com um smartphone em questão de minutos.

5. Desmaterialização

Pense em toda a tecnologia dos anos 80 ou 90 que agora é gratuita com seu smartphone:  poder de computação e comunicação, capacidade de tirar fotos, localizador de GPS, gravador de voz, rádio, gravador e player de vídeo, enciclopédia, etc. 

Apenas como exemplo, veja o caso de uma conta gratuita do Instagram, onde se pode acessar um software de edição de imagens que há 10 anos consistia de um pacote de software custando aproximadamente 2 milhões de dólares.

6. Democratização

Por fim, as tecnologias exponenciais estimulam o acesso do maior número de usuários possíveis. Se antes as fotografias eram um bem de luxo, que apenas as classes mais privilegiadas possuíam; hoje, qualquer pessoa com um smartphone tem acesso à fotografia.Muitos exemplos de empreendimentos que que seguem uma organização exponencial estão relacionados a nova onda de startups no mercado. Para saber mais sobre esse assunto, clique aqui.


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