O que é Regime de Caixa e qual a sua importância?

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Manter o controle financeiro da sua empresa é fundamental para que ela cresça de forma sustentável.

Por isso, o regime de caixa é um método eficiente para manter esse controle e entender para aonde o dinheiro vai e de onde ele vem.

Mas, muitos gestores têm dúvidas de como ele funciona.

Por isso, neste post, vamos falar o que é o regime de caixa, qual sua diferença do regime de competência e muito mais.

Então, continue lendo e aprenda mais.

O que é o Regime de Caixa?

O regime de caixa, ou fluxo de caixa, é o método contábil de registro das movimentações financeiras de uma empresa afetando sua Demonstração de Caixa.

Utilizando esse método, as transações são registradas somente quando ocorre a movimentação de caixa, ou seja, somente quando a receita ou despesa de uma operação é efetivada.

De forma sucinta, as características do regime de caixa são que as Despesas são Incorridas e as Receitas são Ganhas.

Na primeira característica se diz respeito que, uma despesa só é considerada quando for paga, independente do período em que  houver a despesa, assim sendo, só considerada quando houver a movimentação no caixa.

Em relação da receita ganha acontece de forma semelhante, tendo a diferença que, em vez das despesas que estão saindo do caixa, serão as receitas que realmente serão efetivadas no caixa em períodos distintos do recebimento. 

Regime de Caixa versus Regime de Competência

Juntamente do regime de caixa, no regime de competência você tem as transações que também afetam diretamente as demonstrações contábeis da empresa.

Porém, em contrapartida, essas transações serão registradas independente de haver a movimentação ou não do caixa da empresa.

Vamos a um exemplo: 

  • Uma empresa de varejo vendeu R$ 10.000.00 em produtos que será recebido em duas parcelas iguais, uma no mês de janeiro e outra no mês de fevereiro.
  • Tendo em vista essa venda, a empresa deseja comprar R$ 8.000,00 em produtos para ter estoque, que serão pagos em duas parcelas iguais.

Tendo em vista esse cenário, temos: 

exemplo de regime de caixa e regime de competência

Nesse exemplo, pode-se perceber grande diferença entre os dois regimes. 

No regime de caixa, as primeiras parcelas da venda e da compra – entrada de R$ 5.000,00 e saída de R$ 4.000,00 – são lançadas no período de janeiro, imediatamente aos pagamentos.

O mesmo acontece em fevereiro, as segundas parcelas são lançadas mediante seus pagamentos.

Já no regime de competência, diferentemente, os valores são lançados no momento em que o compromisso é assumido.

Assim, os valores de R$ 10.000,00 e R$ 8.000,00 são registrados no mês de janeiro.

Agora que você conhece o método, deve surgir na sua cabeça as seguintes perguntas: Qual dos dois usar? Qual deles está correto?

A resposta é simples: ambos.

As duas visões são essenciais e complementares na gestão de um negócio, deste modo as informações devem ser analisadas pelas duas perspectivas para se obter a melhor decisão possível para a situação da empresa.

Qual a importância do Regime de Caixa

O regime de caixa é contabilizado e disponibilizado através da Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC).

Essa forma de registro impede que a empresa pague os mesmos impostos mais de uma vez ou até mesmo que deixe de pagá-los. 

Por meio desse regime, evita-se que o pagamento de impostos seja feito sobre valores que ainda não foram recebidos ou que não serão recebidos de modo algum. 

Além disso, ainda que, inicialmente, o empreendimento tenha que pagar o  imposto, admite-se que em casos especiais, como cheques sem fundo ou calotes, o empresário pode recorrer até o ano seguinte.

Mas quais as desvantagens do Regime de Caixa?

Por conta do caráter rotativo do Regime de Caixa, ele exige um alto controle interno da movimentação financeira da empresa, que caso não aconteça pode incorrer em erros de movimentação contábil.

Além disso, esse regime não traz vantagens para empreendimentos que possuem recebimentos constantes e lineares, com datas fixas ao longo ano.

Quais empresas podem optar pelo regime de caixa?

No que diz respeito a escolha entre os regimes, apenas empresas que utilizam o Simples Nacional ou Lucro Presumido possuem o poder de optar entre eles.

Sendo que essa escolha se torna válida por todo o exercício e poderá ser mudada somente no ano subsequente.

A escolha de regime vai ser determinada de acordo com a tributação atribuída pela empresa.

Se a tributação dos impostos (IRPJ e CSLL) for em relação ao caixa, necessariamente os demais impostos (PIS e COFINS) precisam ser em relação ao caixa.

O mesmo acontece para a tributação relacionada à competência da empresa.

Conclusão

Como vimos, o regime de caixa é um método eficiente de controle financeiro, garantindo uma melhor visão do seu negócio.

Porém, se quiser aprofundar as análises financeiras do seu negócio e tornar esse processo mais robusto, entenda quais são os tipos de demonstrações contábeis para tornar sua empresa mais sustentável.