O que é Elasticidade e quais seus efeitos em uma empresa?

Para o sucesso de um negócio lucrativo, deve-se ter em mente que se basear apenas pelas leis da oferta e da demanda pode restringir o entendimento sobre o funcionamento do mercado.
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Para o sucesso de um negócio lucrativo, você deve ter em mente que se basear apenas pelas leis da oferta e da demanda pode restringir o entendimento sobre o funcionamento do mercado.

Por isso, entender como a elasticidade econômica afeta os preços e o poder de compra do seu consumidor é ideal para montar ofertas mais atrativas.

Mas, você não sabe o que é elasticidade e quais seus tipos? Continue lendo e aprenda tudo sobre.

O que é elasticidade?

O conceito de elasticidade, muito importante dentro da microeconomia, é uma forma mais precisa e eficaz de analisar aspectos da oferta e da demanda.

Pois, cabe a ela a possibilidade de não só avaliar, mas também de medir a reação de compradores e vendedores em resposta às mudanças de outras variáveis.

Nesse sentido, convém apresentar os 3 tipos de elasticidade mais comuns e suas implicações para um empreendimento.

Quais os 3 tipos de elasticidade econômica?

1. Elasticidade – preço da demanda

A elasticidade preço da demanda é responsável por medir a reação dos consumidores às mudanças no preço de um bem.

Os bens podem ser classificados como:

Elásticos

Bens que apresentam substitutos fáceis.

Mais sensíveis à mudança de preço. Isso quer dizer que se um produto como picanha tem seu preço elevado, o consumidor busca alternativas, procurando por carnes mais baratas que se encaixem em seu orçamento.

Inelásticos

Os consumidores de certa forma são pouco sensíveis à alteração de preços.

Esse tipo de produto geralmente é essencial e não tem substituto ou tem poucas opções de substituição.

Ou seja, se uma pessoa consome um remédio obrigatório para a sua vida, provavelmente ela não deixará de consumi-lo por conta de alguma alteração de mercado.

2. Elasticidade – preço da demanda cruzada

Já a elasticidade preço da demanda cruzada é responsável por medir a variação percentual na quantidade demandada por um bem, dado uma variação percentual no preço de outro produto.

De acordo com o resultado, os bens podem ser classificados como:

Substitutos

O aumento do preço de um produto gera um aumento da demanda de seu concorrente.

Se o consumidor é indiferente com relação à manteiga e a margarina, por exemplo, ele consumirá o bem que possuir menor preço.

Complementares

Suponha agora que houvesse um aumento nas vendas de café solúvel.

É de se esperar que esse fato acarreta também em um maior consumo de açúcar por serem bens complementares.

3. Elasticidade – renda da demanda

A elasticidade-renda da demanda mede a variação percentual na quantidade demandada por um bem dado uma variação percentual na renda do consumidor.

A partir deste cálculo, as conclusões tiradas são:

Bem normal

Quando a demanda por um bem aumenta com o aumento da renda.

Assim, o crescimento da renda de trabalhadores provoca aumento da demanda por vestuário, por exemplo.

Bem inferior

Quando a demanda por um bem se reduz com o aumento da renda.

Um exemplo é da diminuição do uso de transportes públicos diante de um aumento de renda.

Qual a importância da elasticidade para sua empresa?

Um bom empresário deve estar atento aos tipos de elasticidade para identificar a melhor forma de potencializar sua receita.

Levando em consideração a forma com que uma mudança no preço de um produto ou serviço ofertado altera a procura deste e de produtos relacionados.

Bem como as variações de renda do seu público principal afetam a procura de um bem.

Por isso, o controle do ritmo da oferta e da demanda de um empreendimento é primordial para o sucesso de um empreendedor.

Conclusão

Por fim, é importante dizer que tais elasticidades refletem diretamente nos efeitos de um empreendimento.

Elas possibilitam a precificação, o pensar e agir de uma maneira estratégica e consequentemente um Estudo de Mercado mais fundamentado a partir do entendimento do comportamento do consumidor.